ENGENHARIA
Montar e manter um acampamento por tempo indeterminado, é uma tarefa que exige além da logística, uma "engenharia" muito bem criada, para tornar a vida minimamente possível para os acampados...
Como dissemos, a localização estratégica, é provavelmente a primeira preocupação dos invasores. A segunda preocupação, é a água. Se o local tem uma nascente ou ainda um córrego passando por perto, tanto melhor. Se não tiver, podem apostar que os invasores porão sua "engenharia" pra trabalhar na solução do problema.
1. Água: Quando minha propriedade foi invadida, vi por duas ou três vezes, pequenas picapes carregando água para o local em tambores de 200 litros. Cada picape dessas, leva dois tambores sem maiores problemas. Como não podíamos perder nosso tempo monitorando todas as atividades dos invasores, supusemos que a água seria transportada dessa forma. No dia da desocupação, uma das últimas coisas feitas pelos invasores, foi DESENTERRAR a tubulação de água que construíram na calada da noite sem que percebêssemos... Isso mesmo... Fizeram um "gato" de água de aproximadamente 300 metros desviando água de uma propriedade vizinha. As torneiras que existiam no acampamento, ficavam escondidas de forma a não poderem ser vistas pelo lado de fora. Conseguiram seccionar o leito de uma estrada de terra batida para passar a tubulação, sem que percebêssemos o "tranco" que é típico quando se passa de carro sobre tubulações recém enterradas. É muito importante detectar esse tipo de atividade. Uma grade aradora é capaz de retalhar a tubulação em menos de um minuto...
2. Esgoto: A primeira atividade após/durante a construção dos barracos, é a escavação de FOSSAS NEGRAS (também conhecidas como "Privada de Buraco"). Para minimizar os riscos de desmoronamento, escavam as fossas e "encamisam" com pneus velhos. Essas fossas encamisadas, podem ser bastante difíceis de serem removidas. De qualquer forma, recomenda-se após a desocupação, simplesmente ATERRAR as fossas sem tentar remover os pneus. A remoção, pode ser um processo que exija atividade manual. Não é justo submeter trabalhadores saudáveis ao trabalho de eliminação de fossas. O risco de saúde é altíssimo. Dois ou três meses após o aterramento, o risco cai bastante, já podendo reabrir e remover os pneus. É importante observar, se as fossas não contaminam lençóis ou mananciais. Se houver o risco, a Polícia Ambiental deve ser comunicada imediatamente.
3. Barracos: A construção dos barracos, geralmente é feita com estruturas de madeira e/ou bambu. A cobertura, é feita com lona plástica (tipo Lona Terreiro). Os invasores, preferem a lona AZUL, pois a lona preta absorve muito mais calor do sol, tornando a vida dentro do barraco quase impossível. Observem, que entre os barracos, é bastante comum a instalação de barracas de camping do tipo Iglu... Tais barracas atualmente, são muito acessíveis e relativamente baratas. Adicionalmente, são construídas com material que absorve muito menos calor e em geral têm portas e janelas com telas para evitar invasão por insetos. Os invasores, na maioria das vezes, dormem nas barracas de camping e não nos barracos de lona. Os barracos de lona, na maioria das vezes, ficam ou vazios (apenas para aparentar tamanho maior do acampamento) ou servem para finalidades como salas de reunião ou ainda para armazenar objetos de uso não imediato. É muito comum ainda, construírem estrados de base para os barracos utilizando velhos "pallets". Por cima dos "pallets", coloca-se placas de madeirit, o que garante um assoalho afastado do chão e da umidade.
4. Acesso: Em geral, a invasão é feita através da ruptura de uma cerca. Em geral, cortam o arame e nesse mesmo ponto, constroem o dispositivo de abertura e fechamento, em geral um "cambau" ou "colchete" que geralmente é sinalizado com garrafas PET amarradas. Esse dispositivo nunca é deixado sozinho. Sempre há um "porteiro" vigiando. Há revezamento 24/24.
5. Terreno: Na maioria das vezes, o local escolhido é um pasto, pois geralmente é plano e nivelado. Imediatamente iniciam uma CAPINA no pasto, estragando-o totalmente.
Montar e manter um acampamento por tempo indeterminado, é uma tarefa que exige além da logística, uma "engenharia" muito bem criada, para tornar a vida minimamente possível para os acampados...
Como dissemos, a localização estratégica, é provavelmente a primeira preocupação dos invasores. A segunda preocupação, é a água. Se o local tem uma nascente ou ainda um córrego passando por perto, tanto melhor. Se não tiver, podem apostar que os invasores porão sua "engenharia" pra trabalhar na solução do problema.
1. Água: Quando minha propriedade foi invadida, vi por duas ou três vezes, pequenas picapes carregando água para o local em tambores de 200 litros. Cada picape dessas, leva dois tambores sem maiores problemas. Como não podíamos perder nosso tempo monitorando todas as atividades dos invasores, supusemos que a água seria transportada dessa forma. No dia da desocupação, uma das últimas coisas feitas pelos invasores, foi DESENTERRAR a tubulação de água que construíram na calada da noite sem que percebêssemos... Isso mesmo... Fizeram um "gato" de água de aproximadamente 300 metros desviando água de uma propriedade vizinha. As torneiras que existiam no acampamento, ficavam escondidas de forma a não poderem ser vistas pelo lado de fora. Conseguiram seccionar o leito de uma estrada de terra batida para passar a tubulação, sem que percebêssemos o "tranco" que é típico quando se passa de carro sobre tubulações recém enterradas. É muito importante detectar esse tipo de atividade. Uma grade aradora é capaz de retalhar a tubulação em menos de um minuto...
2. Esgoto: A primeira atividade após/durante a construção dos barracos, é a escavação de FOSSAS NEGRAS (também conhecidas como "Privada de Buraco"). Para minimizar os riscos de desmoronamento, escavam as fossas e "encamisam" com pneus velhos. Essas fossas encamisadas, podem ser bastante difíceis de serem removidas. De qualquer forma, recomenda-se após a desocupação, simplesmente ATERRAR as fossas sem tentar remover os pneus. A remoção, pode ser um processo que exija atividade manual. Não é justo submeter trabalhadores saudáveis ao trabalho de eliminação de fossas. O risco de saúde é altíssimo. Dois ou três meses após o aterramento, o risco cai bastante, já podendo reabrir e remover os pneus. É importante observar, se as fossas não contaminam lençóis ou mananciais. Se houver o risco, a Polícia Ambiental deve ser comunicada imediatamente.
3. Barracos: A construção dos barracos, geralmente é feita com estruturas de madeira e/ou bambu. A cobertura, é feita com lona plástica (tipo Lona Terreiro). Os invasores, preferem a lona AZUL, pois a lona preta absorve muito mais calor do sol, tornando a vida dentro do barraco quase impossível. Observem, que entre os barracos, é bastante comum a instalação de barracas de camping do tipo Iglu... Tais barracas atualmente, são muito acessíveis e relativamente baratas. Adicionalmente, são construídas com material que absorve muito menos calor e em geral têm portas e janelas com telas para evitar invasão por insetos. Os invasores, na maioria das vezes, dormem nas barracas de camping e não nos barracos de lona. Os barracos de lona, na maioria das vezes, ficam ou vazios (apenas para aparentar tamanho maior do acampamento) ou servem para finalidades como salas de reunião ou ainda para armazenar objetos de uso não imediato. É muito comum ainda, construírem estrados de base para os barracos utilizando velhos "pallets". Por cima dos "pallets", coloca-se placas de madeirit, o que garante um assoalho afastado do chão e da umidade.
4. Acesso: Em geral, a invasão é feita através da ruptura de uma cerca. Em geral, cortam o arame e nesse mesmo ponto, constroem o dispositivo de abertura e fechamento, em geral um "cambau" ou "colchete" que geralmente é sinalizado com garrafas PET amarradas. Esse dispositivo nunca é deixado sozinho. Sempre há um "porteiro" vigiando. Há revezamento 24/24.
5. Terreno: Na maioria das vezes, o local escolhido é um pasto, pois geralmente é plano e nivelado. Imediatamente iniciam uma CAPINA no pasto, estragando-o totalmente.
Comentários
Postar um comentário